Palo Duro Canyon State Park: Rota 66

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Se você tiver com intenções de fazer a Rota 66 inteira, como nós fizemos, que é de Chicago a Los Angeles, vale muito a pena você dar uma paradinha no Palo Duro Canyon State Park, no Texas.

Então, só para motivos didáticos, vou escrever aqui o nosso roteiro no momento:

  • Começamos em Chicago
  • Paramos em St. Louis por 1 dia
  • Dormimos depois em Oklahoma, mas não fizemos nenhum passeio lá.
  • Deixamos nossas malas em Amarillo e fomos até o Palo Duro Canyon State Park

Foi aqui que eu comecei a sentir que finalmente estávamos na Rota 66 que vemos nos filmes, sabe? Antes disso, você vai encontrar cidades mais “normais” e sem aquela paisagem desértica que a gente espera encontrar na Rota 66.

Embora esse seja um parque lindíssimo, ele não é tão popular, então é uma ótima opção para quem quiser um visitar um lugar menos turístico ou até mesmo se tiver cães mais reativos. O único cuidado importante é verificar sempre a temperatura do chão para não queimar as patas e também sempre levar água. Ah, e de preferência, não faça essa viagem no verão com os doguinhos porque vai ser impossível. A gente foi em abril e já estava bem quente, então sempre evitávamos fazer as trilhas nos horários mais quentes.

Segundo maior cânion dos EUA

Embora não seja o mais conhecido, ele é o segundo maior do país (com 190km) e é bem estruturado. Assim como nos outros cânions, houve um processo de erosão devido ao movimento das águas que passagem por aqui, fazendo com que as rochas tenham esse “desenho”.

A área do parque começou a ser criada nos anos 30, e foi graças a diversos homens e veteranos que hoje temos as trilhas disponíveis até hoje, pois eles foram abrindo caminhos, criando o centro de visitantes, pontes, etc. O parque foi oficialmente aberto em 1934.

O nome Palo Duro, que significa Madeira Dura, é devido à árvore de Juniper, que é muito comum nessa região.

Uma região de disputa

Assim como boa parte das Américas, esta também era uma região pertencente aos indígenas, que lutaram bravamente para proteger a sua terra. Por aqui moravam os índios Kiowa, Comanche e Cheyenne.

Ìndios Cheyenne na região de Palo Duro Canyon

A Batalha de Palo Duro Canyon, ou a Red River War (batalha do Rio Vermelho), aconteceu entre 1874-1875. Liderada pelo Coronel Ranald S. Mackenzie, a cavalaria se deparou com os suprimentos que os grupos indígenas liderados por Guipago (ou Lone Wolf) e mandou destruí-los. Eles também mataram os indígenas que estavam no local, além de destruir suas tendas e matar os seus cavalos. Os que conseguiram fugir, voltaram para uma terra arrasada, sem seu estoque de comida ou seus cavalos. Eles haviam perdido o seu refúgio e tiveram que sair dali e se restabelecer em Fort Sill.

Há ideia dos americanos era forçar os indígenas a morarem em terras pré-determinadas pelos brancos, em locais que não eram, na maioria das vezes, onde os seus antepassados moraram. Além disso, as terras eram divididas por várias tribos, o que também não era o ideal. E foi, então, durante essa Red River War que os indígenas foram forçados a ocupar os lugares que os brancos decidiram para onde eles deveriam ir.

Há muitas trilhas disponíveis

Se você é daquelas pessoas que gostam de ter mapas mesmo antes de chegar ao lugar (vai saber se terão mapas disponíveis, né?), vale a pena imprimir este daqui com todas as trilhas. Há pistas para todos os gostos: para quem vai a cavalo, bike e a pé. Cuidado, pois há algumas que são exclusivas para uma atividade apenas.

Atenção: não alimente os animais selvagens e nem deixe lixo. Se você encontrar algum lixo, leve com você até a lixeira mais próxima.

Informações

Endereço: 11450 Park Road 5
Canyon, TX 79015

Horário: 7h-21h

Preço: 8 USD adultos e crianças com menos de 12 é grátis.

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Deise de Oliveira
Deise de Oliveirahttp://viagempelomundo.com/
Doutora em Literatura russa, viajante compulsiva e fotógrafa de cães no Spitz Fotografia Pet. Criadora do Viagem pelo Mundo, já estudou em Moscou e morou na França. Adora mergulhar, fazer agility com o Wurst (seu spitz alemão) e uma cervejinha com os amigos. Siga-a nas redes sociais: Facebook Twitter

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Doutora em Literatura russa, viajante compulsiva e fotógrafa de cães no Spitz Fotografia Pet. Criadora do Viagem pelo Mundo, já estudou em Moscou e morou na França. Adora mergulhar, fazer agility com o Wurst (seu spitz alemão) e uma cervejinha com os amigos. Siga-a nas redes sociais: Facebook Twitter